Se o seu custo de vida gira em torno de R$ 1.500 por mês, a reserva de emergência recomendada costuma ficar entre R$ 4.500 (3 meses) e R$ 9.000 (6 meses). Quem tem renda instável, como autônomos e MEIs, costuma mirar 12 meses, cerca de R$ 18.000. Nessa faixa a renda costuma ser mais apertada, então aqui o objetivo é criar o hábito, e não guardar muito de uma vez.
Como começar quando o orçamento é apertado
O mais importante não é a velocidade, é o hábito. Guardar mesmo R$ 50, R$ 100 ou R$ 200 por mês já muda o jogo, porque cria o costume de se pagar primeiro. Uma reserva parcial de R$ 3.000 (dois meses de gasto) já resolve a maioria dos sustos, então comemore as metas menores no caminho. Para dar saltos, use o 13o salário, a restituição do imposto de renda e qualquer extra que aparecer.
Quanto tempo até montar a reserva
Guardando R$ 150 por mês, mais ou menos 10% do seu gasto, você monta os R$ 9.000 de seis meses em cerca de 60 meses. Dobrando o aporte, você chega na metade do tempo. O valor exato do alvo depende de quão estável é a sua renda: quanto mais instável, maior o colchão.
Como muda para quem gasta mais ou menos
Já quem gasta R$ 2.000 mira algo perto de R$ 12.000. À medida que o custo de vida sobe, a reserva cresce junto, então vale revisar o alvo sempre que suas despesas mudarem.
Perguntas frequentes
E se eu não conseguir guardar todo mês?
Tudo bem, a reserva não precisa ser construída em linha reta. Se num mês não sobrar nada, retome no seguinte sem culpa. Uma dica é automatizar um valor bem pequeno, que quase não pese, para nunca zerar o hábito.
Vale a pena começar com pouco?
Vale, e muito. Uma reserva de R$ 1.000 já cobre um conserto ou um mês difícil sem te jogar no rotativo do cartão. Começar pequeno é melhor do que esperar sobrar muito, porque esse dia raramente chega sozinho.
Onde deixar guardado sendo pouco dinheiro?
O mais importante é um lugar seguro e de resgate rápido, para usar no dia do aperto, e separado da conta do dia a dia para não gastar sem perceber.